Music -- Lounge

Fevereiro 21 2009

A terceira edição do Lounge Guest conta com a participação de um blog que é visita diária da minha parte. O convidado é o mentor do My Mother's Sleeping Pills. Curiosamente subscrevo totalmente o seu texto que a seguir se apresenta:

 

 

Com a disponibilização do “Walking in a dream”, agora numa escala mundial, após o lançamento dos dois singles de apresentação, os Empire of the Sun entram na arena para serem salvos pelo magistral César, ou devorados pelos leões. A sua página do Myspace disponibiliza integralmente o álbum. A primeira vez que ouvi o álbum não deixei de sentir uma grande desilusão. Confirmada, após mais umas quantas escutas. Nunca fui muito entusiasta de “walking on a dream”, mas, em relação a “we are the people”, a história foi bem diferente pois elevou a fasquia do álbum a um nível de expectativa bastante elevado. É verdade que o Hype gerado em torno deles, como os sucessores naturais dos “MGMT”, – como se estes já tivessem cessado actividade –, os atirou para a ribalta, aguçando mais o meu interesse. Já devia saber que a imprensa musical tende a vender ideias e conceitos, ou até mesmo especulações, que depois não têm qualquer sustentabilidade junto do público. A música, o que realmente devia interessar, fica para último plano, e neste caso, sinto-me defraudado. Os Empire of the Sun não estão à altura das promessas anunciadas. Tirando o tema, “We are the people”, o álbum anda de um lado para o outro, sem nunca chegar a nenhum sítio. “Standing on the shore”, “Half mast”,”Delta Bay” e “Tiger by my side”, ainda têm o condão de começar por me estimular, mas lá para o meio da canção perco a vontade de continuar a ouvir e tenho que saltar de faixa. Relativamente aos temas “Country” e “Without you”, nem consigo concentrar-me resultando numa grande indiferença. Por último “Swordfish hot kiss nite” desagrada-me por completo. Não consigo afastar o pensamento de que estou perante uma má prestação de uma mistura de “Hot chip” e “Prince”. No entanto, “The world” acaba por ter vigor, num conjunto de temas maioritariamente áridos. Na minha opinião este álbum parte de bons conceitos mas, por não conseguir concretizá-los, resulta numa contínua e mal sucedida promessa de grandes canções.

 

 

publicado por music--lounge às 17:54

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