Music -- Lounge

Agosto 25 2010

Festival Sudoeste 2010

 

[+] Beirut - O palco secundário foi invadido por uma multidão digna de palco principal. Mal foi avistado, Zach Condon foi presenteado com uma ovação que me deixou estupefacto. Muitos concertos começam a ganhar gás com a banda puxando pelo público, neste caso foi o público que deu todos os condimentos necessários para os Beirut cozinharem o que veio a ser uma actuação arrebatadora. Confesso que não estava preparado para a histeria avassaladora durante o concerto todo. O  que é certo é que a banda esteve à altura e desfilou os temas emblemáticos com grande força. Foi daqueles concertos memoráveis não só pela actuação mas pela sintonia entre banda e público. Para repetir, sem qualquer dúvida!

 

 

[+] Flaming Lips - O que poderia ter sido um concerto daqueles que ficam como mitos na história dos concertos em Portugal, ficou-se apenas por um grande concerto. Isto porque os Flaming Lips tiveram o azar de serem contractados para o Festival do marketing onde o público não conhece nem quer conhecer músicas ou bandas. O Wayne bem que incitava o público apático mas não havia muito a fazer. De qualquer das formas, o concerto foi tudo o que já esperava: mostrar o recente "Embryonic", não esquecendo as emblemáticas, como "Yoshimi" ou "Do You Realize" (a fechar em grande estilo) rodeados por um espectáculo cénico a convidar uma visita à wonderland dos Flaming Lips através de confétis, balões, mãos gigantes com lasers e o hilariante passeio por cima do público com o Wayne dentro de uma bola. Tão bem que tinham ficado em Paredes de Coura...

 

 

[+] Massive Attack - Uma das bandas marcantes que ainda me faltava ver. Diz quem já os tinha visto que este não terá sido dos melhores concertos que deram por cá. Para um estreante como eu, o espectáculo foi brutal. Apesar de a parte inicial ter sido ligeiramente entediante, o concerto foi ganhando fôlego galopantemente e, a meio do set, já estava totalmente convertido. Apoiados por uma instalação visual irresistível, em certos momentos o recinto era varrido por explosões libertadoras de pura dança. Principalmente, que bom que foi ouvir e ver ao vivo músicas como "Safe from harm" e "Angel". Foi pena não ter havido tempo para tocarem as novas "Pray for Rain", "Paradise Circus", "Psyche"(no soundcheck ainda se ouviu) ou "Saturday Come Slow".

 

 

Outros destaques:

 

Orelha Negra - Confirmaram ao vivo o que já tinha escrito no blog. A química entre cada elemento em cima do palco resultou num concerto cativante e de grande categoria. Apesar da debandada quase geral após o concerto miserável de Jamiroquai (já lá irei), os que ficaram foram suficientes para se deliciarem com o que os Orelha Negra melhor fazem: lição de funk, soul, hip-hop. São o acontecimento do ano para a música portuguesa.

Lykke Li -  O disco "Youth Novel" da Lykke Li foi banda sonora durante várias semanas do Verão de 2008. Por isso, este concerto já apareceu numa fase em que não estava no pico de atenção pela banda. Contudo, mal a Lykke Li entrou em palco, de trajes sensuais e atitude determinada e arrancando com "I'm Good I'm Gone", o flashback para 2008 foi instantâneo. Ao vivo, a voz peculiar não vacila e os temas são muito bem tranpostos para o formato live. Ficou, também, a ideia de que muitos dos presentes eram já conhecedores. Bom concerto, cheio de energia. Surpreendeu.

 

[-] M.I.A - A julgar pelo público, M.I.A. era a estrela da noite. Houve batidas fortes, invasões constantes à plateia (OMG toquei nela -_- ), dançarinos "estranhos", shots de tequilla para o público, caos, palavras de ordem...............faltou foi música. Safou-se "Born Free", a última.

[-] Jamiroquai - Há muitos, muitos anos - por volta dos tempos do "Travelling Without Moving" em 1996 - era grande adepto do Jay Kay. Nunca os tinha visto ao vivo e, por isso, estava expectante. Uma enorme desilusão foi o resultado. Desde logo pelos músicos e a sua atitude em palco e a forma como interpretaram as canções. A dada altura, olhava para o palco e aquilo parecia-me uns quantos amigos que se tinham juntado e andavam de bar em bar como banda de tributo/covers a Jamiroquai. Nem uma "Virtual Insanity" foi suficiente para atenuar esta enorme desilusão.

[-] Público - O normal do Sudoeste. Para não me repetir, deixo-vos só um exemplo: a dada altura, havia num palco os Air a actuar e no outro os Beirut. No entanto, nesse momento havia uma fila de pessoas de, pelo menos, 1 hora para andar numa montanha-russa cuja viagem não é mais que 30 segundos. Penso que isto diz tudo do "público" do Sudoeste.

publicado por music--lounge às 12:48
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