Music -- Lounge

Agosto 09 2011

[+] Balanço positivo para esta edição do SBSR. Os "graúdos" brilharam em grande força, não desapontando minimamente, o que nem sempre acontece. Os Arctic Monkeys limparam a má imagem deixada no concerto no Coliseu do Porto e deram, no Meco, um dos concerto do ano. Foi o chamado concerto de arrebentamento.

 

No segundo dia, Portishead e Arcade Fire eram (e foram!) os reis da noite. Não era tarefa fácil superar os concertos memoráveis de 2008 (Portishead, Coliseu Porto) e 2005 (Arcade Fire, Paredes de Coura). Na verdade não superaram mas estiveram lá perto. Enquanto os primeiros foram arrebatadores na frieza cirúrgica com que estão em cima do palco, no caso dos Arcade Fire, foi a comunhão "música/espectáculo visual" que viria a tornar a noite inesquecível. Sabe bem ver os Arcade Fire ao vivo, sem tempos mortos e sempre de pé no acelerador.

 

No último dia, foi a vez dos graúdos Strokes também mostrarem estar em grande forma. Apesar de curto e sem encore, deixaram comprovado a razão porque são referências para a música da primeira década do séc XXI. Munidos de um cenário visual simples mas vistoso, percorreram os muitos hinos da discografia. Pena ter sido já no último dia, com os festivaleiros já em claro desgate físico, pois poderia ter sido ainda mais celebrado.

 

[+] Para além dos graúdos, duas bandas deram igualmente grandes concertos: The Walkmen, que abriram com chave de ouro os concertos "a sério" no palco principal do festival, e Elbow que, deu para perceber, eram desconhecidos para a grande maioria. No caso dos Walkmen foi a simpatia do vocalista e a força da actuação a marcar pontos entre o público. Já os Elbow surpreenderam todos ao espalharem classe num concerto absolutamente irrepreensível só ao alcance de uma banda que já anda nisto há muitos anos, como é o caso.

 

[+/-] Os Tame Impala e Slash acabaram por ser surpresas interessantes por razões diferentes. Os Tame Impala lembraram-me a mesma sensação que os Temper Trap me deixaram na actuação de Paredes de Coura há uns anos atrás: esta malta, com juízinho, tem um bom futuro pela frente. Apesar de os Temper Trap terem uma vocação infinitamente mais comercial e acessível do que os Tame Impala, ficou a sensação de que os Tame Impala estão sustentados em boas referências musicais aplicadas a idéias bem interessantes na construção das suas músicas, que vivem muito do psicadelismo a lembrar um cruzamento entre Pink Floyd e os Ariel Pink.

No caso do Slash, a surpresa acabou por acontecer mais pela presença da figura icónica do protagonista do que pela música. O "rock camionista", como alguém lhe chamou, não me cativa mas não deixou de ser incrível ver actuar um dos melhores guitarristas de sempre.

 

[-] Os problemas do festival já são mais do que conhecidos: muito pó, campismo mal organizado (apesar do aumento de lotação) e acessos problemáticos. A juntar a isto, este ano, a qualidade de som não foi, nem de perto nem de longe, a melhor. Para os mais atentos, não falei do concerto dos Beirut, um dos mais esperados. A razão é simples: o som desse concerto esteve deplorável. Acordeão, ukelele e instrumentos de sopro estiveram quase sempre em silêncio, o que para as características da música de Beirut é practicamente assassinar a actuação. Arcade Fire e Strokes sofreram também com algumas deficiências no som.

publicado por music--lounge às 22:03

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