Esta semana chegou-me a recomendação para ouvir uma nova banda portuguesa "Orelha Negra". Logo pensei que era mais uma a explorar os trilhos folk cantado em português - que tanto na moda anda (B Fachada, Samuel Úria, Diabo na Cruz, etc) - ou, ainda, o cruzamento da música tradicional com a pop (Deolinda, Anaquim, etc). Puro engano.

O projecto Orelha Negra pode ser considerado um super-grupo à dimensão nacional. Reúne elementos do melhor hip-hop e funk nacional, a saber: Sam The Kid, Fred Ferreira (baterista Buraka Som Sistema), DJ Cruzfader, Francisco Rebelo e João Gomes (Cool Hipnoise).
Este projecto distingue-se por ser instrumental. Enquanto as raízes de hip-hop são inequívocas, é na essência do funk que este disco mais desperta atenções. Para isto, muito terá contribuído a presença dos elementos dos Cool Hipnoise (provavelmente uma das bandas portuguesas mais sub-valorizadas).
Desde o aparecimento dos Linda Martini que um projecto nacional não se revelava tão fresco, cativante e, até, viciante.