Music -- Lounge

Agosto 19 2009

Os maravilhosos Fanfarlo, que lançaram este ano o disco de estreia "Reservoir", fizeram recentemente uma cover da música "We only come out at night", original dos Smashing Pumpkins.

 

Ora vejam bem esta delicia:

 

publicado por music--lounge às 02:12
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Agosto 19 2009

Recentemente os Silversun Pickups fizeram uma pequena sessão acústica. Aqui fica o resultado e o link para download:

 

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publicado por music--lounge às 01:20
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Agosto 18 2009

 

publicado por music--lounge às 20:26
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Agosto 18 2009

O objectivo deste blog sempre foi o de ser um espaço onde a música possa circular livremente. Como tal, estou sempre disponível para receber opiniões ou textos para os colocar aqui sempre que se mostrarem interessantes.

 

Posto isto, irá passar a existir aqui um espaço de nome "Cantinho da Pinipon" da inteira responsabilidade de uma só pessoa (aspirante a jornalista) que, tal como eu, vive intensamente a música. Porquê "Cantinho da Pinipon"? Porque sei que a irrita profundamente sempre que lhe chamo de pinipon    :)

 

Feitas as apresentações, aqui fica o primeiro texto da Pinipon:

 

O senhor que morreu jovem

 

Os anos 70/80 vêm modificar e muito o panorama musical tal e qual os nossos pais o conheciam. Os riffs de guitarra mais Beatlizados, o “ar limpinho” dos Beach Boys, os sons mais Boggie Night de Aretha Franklin, dão lugar ao mundo punk, anárquico, que proclamava uma nova era musical com a sua atitude ousada. Daí nascem bandas como Sex Pistols e The Clash que seriam os mentores de futuras bandas post punk.

 

 Esta também foi uma época de mudança. Entraram as drogas (mais pesadas), os estilos mais straight e as mortes prematuras. Hoje, estas características estão associadas a um rock mais melancólico, triste, diria a roçar o gótico e desmazelado. E foi a melancolia (e doença crónica), que levaram um dos cantores e compositores mais esquecidos da história musical (se compararmos a outros jovens e falecidos cantores como Janis Joplin, Jim Morisson, Jimi Hendrix ou mesmo Kurt Cobain) a suicidar-se. Falemos então de Ian Curtis, mentor e líder dos Joy Division.

Há músicas que nos fazem renascer, outras que ajudam a morrer. Idiot ou não, Ian Curtis morreu ao som da mesma de Iggy Pop no dia 18 de Maio de 1980. Enforcado e encontrado na manhã seguinte pela mulher Debbie, Ian Curtis foi um verdadeiro mestre na arte de escrever.

 

Foi após um concerto de Sex Pistols em 76, que Ian Curtis (na altura trabalhador na Assistência Social), Bernard Sumner (guitarrista) e mais dois elementos, decidiram formar uma banda, de nome Warsaw. Este nome provinha de uma música de David Bowie, e a banda deu o seu primeiro e único concerto em 77 no Electric Circus. Warsaw viria a ser mudado para Joy Division, tal e qual o bordel da famosa série de 60 The House of Dolls.

 

A persistência e força de vontade de Ian Curtis (que era doente de epilepsia) ajudou a banda a assinar um contrato com a Factory Records (editora que lançou bandas como Happy Mondays, James, Sex Pistols, New Order e The Wendys para as luzes da ribalta) que durou cerca de 3 anos, abrindo-lhes várias portas, incluindo a sua estreia na televisão com a mítica Shadowplay.

 

Na forma de se mexer, o líder dos Joy Division era espantoso, mas na escrita, Ian era subtil mas marcante. Escrevia sobre vivencias, acontecimentos e sentimentos próprios sem que ninguém notasse. Escreveu Love Will Tear Us Apart para a mulher Debbie relatando o sofrimento e afastamento que sentia na relação de ambos, um pouco por causa de uma relação extraconjugal que mantinha com Annik Honoré (jornalista) a quem dedicou (um pouco indirectamente) a música Isolation. Música extremamente dançável e com um forte conteúdo, esta foi das últimas letras a serem compostas pelo autor. Já Digital marca o fim da banda.

 

Ian Curtis já tinha tentado o suicídio quando ingeriu vários medicamentos de uma vez. Saído do hospital é levado pelo guitarrista até ao cemitério para lhe mostrar onde poderia ter ido parar caso a overdose tivesse sido fatal. Irónico ou não, a verdade é que dias antes de começarem a sua tournée mundial, os Joy Division têm de terminar para sempre.

 

O menino com voz de adulto ficara mudo. Ian Curtis enforcara-se na cozinha de casa, deixando em branco um papel que jamais será preenchido por outro ser humano.

 

publicado por music--lounge às 02:09

Agosto 16 2009

De regresso à base após o roteiro festivaleiro Coura-Sudoeste-Sagres. Há muita coisa para falar por isso vou tentar ser organizado. Aqui vai:

 

Festival Paredes de Coura 2009

 

- O ambiente: Este é O festival de música do verão em Portugal. As pessoas marcam presença pelo gosto pela música e não como evento social como alguns festivais mais para o Alentejo, mas isso mais adiante. Este ano notou-se no ar uma certa desilusão com o cartaz, como em comentários perfeitamente random do estilo "Esta comida está tão fraca como o cartaz deste ano". Mas o que é certo é que nas horas de concertos o recinto enchia e os espectáculos eram respeitados pelo público, ao contrario de alguns festivais mais para o Alentejo, mas isso mais adiante.

 

- Os concertos:

 

Patrick Wolf: Foi o primeiro concerto de Coura09 e foi a primeira surpresa agradável. Sozinho consegue criar um espectáculo visual/cénico de qualidade e produziu uma actuação sem grandes tempos mortos sempre a puxar para o "bailarico".

 

The Temper Trap: Quando ouvi o disco destes rapazes soou-me a algo muito genérico sem grande "alma". Contudo, ao vivo, alma é coisa que não lhes faltam. São bastante coesos em palco e em certos momentos parecem dar sinais de que futuramente podem dar um grande salto. Resta esperar se tomam as decisões certas como banda.

 

The Pains Of Being Pure At Heart: Este foi o primeiro "semi-equívoco". E "semi" porque antes do festival já tinha visto videos com actuações da banda ao vivo noutros festivais e, portanto, já sabia ao que ia. O energético disco de estreia fazia deste concerto um dos que mais curiosidade despertava mas o que é certo é que em palco ainda têm muito que trabalhar. Peça fulcral a ter de ser revista é mesmo o vocalista que com uma voz bastante fraca/triste leva as músicas a perderem o seu apelo.

 

The Horrors: Mais uma excelente surpresa. Vieram apresentar o mais recente disco "Primary Colours" (que promete estar num lugar bem alto na minha lista dos melhores de 2009). Com uma sonoridade densa e bem negra desfilaram pelo palco com enorme classe e confiança dando um grande concerto que muito terá agradado a fãs de Joy Division. Ficou a impressão de que eles teriam ficado muito melhor colocados no dia de Nine Inch Nails por troca com os Portugal! The Man.

 

Supergrass: Devem ter dado o concerto mais surpreendente do dia. Penso que ninguém estava à espera de tanta energia e alegria. Tiro o chapéu à banda que chegou, viu e venceu imaculadamente. A empatia público-banda foi quase instantânea e a boa-disposição do frontman muito contribuiu para isso. O concerto foi recheado de brit-pop no seu melhor e foi a melhor vitamina possível para um público ainda desiludido com o cartaz do festival. E ainda levantaram a moral para o concerto de Franz Ferdinand.

 

Franz Ferdinand: Ano passado, durante o concerto no SW, pensava para mim o quanto estes 4 "pintarolas" fariam arrebentar o anfiteatro de Coura. Em boa hora foram confirmados para este ano. E arrebentaram. Foi o concerto do dia. O recinto todo entrou em loucura, sobretudo nas musicas dos 2 primeiros discos. Claramente o mais recente "Tonight" não foi uma grande conquista, contudo, o final numa espécie de rave/jam com a "Lucid Dreams" (que para muitos foi uma seca) foi fabuloso! Fica na memória o recinto em ebulição total durante a "This Fire".

 

Portugal! The Man: Como já disse em cima, penso que os Portugal! The Man teriam ficado melhor colocados no dia anterior. Deram um bom concerto sempre na onda 70's que os caracteriza. Esta é uma banda que precisa muito mais do que meros 45 minutos para mostrar o que vale. Sem tempos para grandes conversas com o público trataram de mostrar ao auditório músicas dos vários discos. Soube a pouco, não pela qualidade mas pela quantidade. Espero um regresso rápido. No fim ainda me cruzei com o vocalista e com o baixista que se revelaram de uma simpatia extrema ao assinarem-me o bilhete e a tirar umas fotos. Confessaram, ainda, que estava previsto tocarem mais músicas mas não os deixaram.

 

Blood Red Shoes: Este foi um concerto muito bem recebido pela grande maioria das pessoas. Pessoalmente foi uma grande seca. A certa altura pareceu-me que se este duo não fizesse pausas entre músicas, estaria a ouvir a mesma coisa durante 1 hora. Têm melodias que cativam? Têm sim, mas foi um desfile de músicas sempre "mais do mesmo".

 

Peaches: Vou tentar não ser parvo. Não percebo a adoração do nosso País por esta senhora. Não percebo como é que saltar para o público, subir grades ou movimentos sexuais pode ser suficiente para se dizer que "deu um grande concerto". Como espectáculo circense/entretenimento leva nota 20, como espectáculo musical leva zero.

 

Nine Inch Nails: Finalmente! Pairava no ar uma ansiedade como se de algo extraterrestre estivesse para chegar. Entraram em palco, ligaram os motores e a locomotiva sonora atropelou tudo e todos que apareceram à frente. Absolutamente exímios, profissionais como poucos, não fossem chefiados por Trent Reznor, deram uma verdadeira lição musical. Desfilaram os grande hinos (faltou Mr. Self Destruct, Closer) mas, apesar de terem dado um concerto memorável, pecaram por terem abrandado o ritmo sensivelmente a meio do set. Quebraram o ritmo alucinante, que até à altura estava a ter, e foi a grande falha do espectáculo. Tirando isto foi uma delícia constatar que a força dos discos é ainda maior ao vivo. E que bem que se fecha um concerto com a "Hurt" contada em uníssono com a plateia.

 

The Hives: É uma das bandas populares no nosso País que não me diz grande coisa. Mas sendo o último concerto do festival e tendo ritmos suficientemente engraçados deixei-me seduzir e entrei na onda. Ganham pontos por saberem cativar o público do ínicio ao fim nunca deixando o ritmo do concerto abrandar. Serviu para fechar com festa a edição 2009.

 

 


 

Festival Sudoeste 2009

 

O ambiente: Como já disse muitas vezes, ODEIO este festival. É um festival que é utilizado pela grande maioria como evento social onde as raparigas competem para ver quem consegue copiar melhor o visual da amiga criando uma espécie de ataque dos clones, e onde os rapazes têm também uma competição bastante engraçada que podia ter o nome de "Vamos ver quem consegue ter o decote em V mais largo". O recinto é o total desrespeito pela música. Imediatamente ao lado do palco secundário esteve, este ano, uma montanha-russa que debitava os puntz-puntz característicos que deram uma batida extra a todos os concertos que no palco secundários aconteceram. A certa altura durante o concerto dos Devotchka estava a pensar como é que era possível as bandas sujeitarem-se a isto. Felizmente dias depois o senhor Paulo Furtado fez o que todos deviam ter feito, recusar actuar naquelas condições. Enfim, não fosse o azar de "The National" terem sido confirmados, não teria metido os pés neste festival.

 

Os Concertos:

 

The National: A única razão que me fez estar presente no festival (e também o facto de ter o music card). Mal entraram em palco a primeira impressão: O Matt está podre de bêbado! O que por mim é ainda melhor. O gajo funciona é assim. O concerto desenrolou-se sobre um alinhamento já esperado com as músicas de "Boxer" e "Alligator" até que a determinada altura o Matt diz o seguinte "This is for Nuno". Ora, não sei quem é o Nuno mas para mim ele merece o EuroMilhões, mais 3 Ilhas desertas e ainda uma Heidi Klum. Porquê? Porque logo a seguir à dedicatória começam a tocar a minha música favorita e que há muito tempo não a tocavam ao vivo "Available". Só por esta valia os 104€ do Music Card. Que maravilha que foi estar eu e mais outro maluco sozinhos a cantar letra a letra a música. Já tinha o festival ganho. Última nota para 2 músicas novas que me deixam completamente tranquilo quanto ao novo disco: vai ser genial!

 

 

Devotchka: Nas 6 músicas em que conseguiram ter o som correcto meteram a plateia toda a dançar. Infelizmente o resto do concerto foi marcado por problemas de som onde várias vezes não se ouvia o vocalista e para ajudar à festa o barulho dos outros palcos era mais alto que o do próprio palco. Uma pena.

 

Ladyhawke: Maior surpresa do festival. Não tinha noção da popularidade da menina no nosso País. O palco secundário estava completamente cheio e mal entrou em cena se percebeu que não eram espectadores de ocasião. A partir do primeiro acorde foi festa total até se despedirem. A grande maioria das músicas foi sempre acompanhada por cânticos do público. Fantástica atmosfera e a merecer entrar na lista de "bandas a rever ao vivo rapidamente".

 

Roisin Murphy: Momento WHAT THE FUCK? do festival. Interpreta as 3 primeiras músicas apenas acompanhada no piano (maravilhosa versão de "Primitive") e de seguida segue para um posto de DJ e começa a passar batidas enquanto canta por cima. Mais uma vez, WTF?? Ali está ela, parada, a seleccionar as músicas e a cantar de vez em quando. Ora isto não é a Roisin que eu conheço, animal de palco e com uma banda de suporte. Portanto fui dar uma voltinha que aquilo não era a Roisin Murphy de certeza!

 

Zero 7: Mais um momento WHAT THE FUCK? O que estiveram a fazer em palco? Se bem me recordo não tocaram uma única música com princípio, meio e fim. Andaram embrulhados em devaneios electrónicos quase sem rumo sem se perceber sequer o objectivo. Pareceu um dj set disfarçado de concerto a ver se colava. Mas ninguém foi na cantiga. Ainda bem que a Sia já não está metida nisto.

 

Faith No More: Este concerto foi como encontrar água no meio do deserto. A primeira e única grande enchente que o recinto teve durante o festival todo. A ligação que a banda tem com o nosso País é mais do que evidente e o concerto já estava ganho à partida. Tal como os Nine Inch Nails em Coura, deram uma lição de música, absolutamente coesos e com um Mike Patton igual a si mesmo a ser um mestre de cerimónias genial. Debitaram grandes clássicos e que bom que foi ver ao vivo uma banda e suas músicas que tanto inspiraram artistas que surgiram a partir da metade da década de 90.

 

 


Festival Surf Fest 2009

 

O ambiente: Provavelmente a maior surpresa do festival foi mesmo o ambiente. Fabuloso! Aqui importa a música, as ideias, o cenário. Não importam as modas. Não fosse o campismo ficar a 1km do festival e isto teria sido um festival a visitar todos os anos. A boa onda é mesmo o que marca o festival, todos partilham o que têm, criam-se animações de rua espontâneamente, quase se pode dizer que há um festival dentro do próprio festival.

 

Os concertos: Concertos só vi um, pois o festival era tudo menos a música. O obrigatório Nitin Sawhney. Jamais vou esquecer o concerto dele na Casa da Música em 2005 que continua a ser dos mais geniais que alguma vez assisti e, por isso, tento nunca perder as suas visitas a Portugal. O alinhamento percorreu a discografia toda, passando por músicas como "Letting Go" ou a inesperada "Tides" e ainda a mais recente "October Daze" com uma "roupagem" diferente. Sabe sempre bem um concerto de Nitin Sawhney mas fica sempre a sensação de que funciona melhor em recinto íntimo e em nome próprio.

 

 

publicado por music--lounge às 19:59
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Agosto 16 2009

Durante estes dias longe de casa muita coisa nova apareceu e, portanto, serve este post para deixar algumas coisas que me chamaram a atenção.

 

- Julian Plenti is Skyscraper, disco em altíssima rotação há largas semanas, tem agora um (fabuloso) video oficial para a musica "Games For Days" e ainda um bonus com a actuação da mesma música no Late Night do Jimmy Fallon:

 

 

- A Pitchfork está já a preparar as listas de "Melhor da Década" incluindo músicas, discos, histórias, concertos. Apostas para os nomes da lista?? É díficil mas penso que é incontornável a presença de Arcade Fire, Strokes, Interpol, Sigur Rós, Radiohead, Animal Collective. Lista de "Melhores da Década" é que não me meto. Muita coisa pode ficar esquecida e injustiçada.

 

- Justin Vermon aka Bon Iver está actualmente envolvido num projecto chamado "Volcano Choir" que irá lançar um disco "Unmap" e já se pode ouvir uma primeira amostra, bem interessante, diga-se:

 

 

- O Clubbing da Casa da Música está de regresso já em Setembro com The Rakes e Ebony Bones. Entretanto foi confirmado um concerto das Au Revoir Simone para o mesmo local em Outubro. Tudo indica que irá fazer parte da edição desse mês do Clubbing. Fingers Crossed!

 

- Para terminar uma das músicas que mais gostei de ver ao vivo. Surpreendentemente é do Patrick Wolf e chama-se "Hard Times" e é do novo disco "The Bachelor". Enjoy.

 

 

 

 

 

 

publicado por music--lounge às 19:58
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